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POMBAL: NOME EM HOMENAGEM A UMA CIDADE DE PORTUGAL

A Vila Nova de Pombal recebeu essa denominação em homenagem à antiga cidade de Pombal de Portugal, localizada no centro do litoral Português, a cerca de 150 km de Lisboa. Como muito se pensou, não foi em homenagem a Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, primeiro ministro de Dom José I, Rei de Portugal, por dois motivos a considerar, simples, mas de fundamental importância histórica.

1º - No século XVIII ainda não estava em moda esse tipo de homenagem aos governantes.

2º - A Carta Régia de 22 de julho de 1766, que mandava erigir novas vilas na Capitania de Pernambuco e Paraíba, orientava os administradores de vilas a denominá-las com nome de localidades e cidades de Portugal.

Considerando esses fatos, a verdade é que, se nossa cidade fosse uma homenagem ao Maquês, com certeza seria denominada de: Vila do Marquês de Pombal, como isso não procede, é improvável, recebeu o nome de Vila Nova de Pombal, em homenagem a cidade de Portugal de mesmo nome. Ressaltamos que em diferentes regiões do Brasil, outras vilas também receberam denominação de localidades de Portugal, a exemplo de: Amarante-MA, Aveiro-PA, Barcelos-AM, Bragança-PA, Guimarães-MA, Obidos-PA Montemor-o-Novo (antiga Mamanguapé-PB), Oeiras-PA, Estremoz-RN, Santarém-AM, Vila do Conde-PB, Trancoso-BA etc., etc. Devemos lembrar que o Marquês de Pombal foi quem sugeriu ao rei criar novas vilas na Capitania de Pernambuco e Paraíba, isso com certeza teve influência na denominação da vila com o nome de Pombal, cidade portuguesa na qual viveu o Marquês de 1777 a 1782, quando veio a falecer. No entanto, devemos ressaltar que a homenagem foi à cidade de Pombal de Portugal e não ao Ministro do Rei, considerando os motivos acima.

A versão do nome como sendo uma homenagem ao Marquês de Pombal, foi tomada por Irineu Joffily, quando escreveu “Notas Sobre a Paraíba”, e acatada sem maiores averiguações por todos os autores que lhe seguiram, daí o equivoco.

Cronologia da Elevação da Vila de Pombal.

Em 29 de dezembro de 1755, por resolução do Conselho Ultramarino de Lisboa, foi homologada por Carta Régia, anexação da Capitania da Parahyba à de Pernambuco. Tal subordinação perduraria até 1799.

Em 1766, o futuro Marque de Pombal (que recebeu o título em setembro de 1769), orientou o Rei D. José I, assinar a Carta Régia de 22 de julho de 1766, autorizando o governador de Pernambuco, Conde de Vila Flor (Manoel da Cunha Meneses), a erigir novas vilas na área da sua jurisdição, que incluía também a Capitania da Parahyba.

Em 03 de março de 1772, o Ouvidor Geral da Parahyba, José Januário de Carvalho, encaminhou, em nome da povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Pinhancó, propondo a instalação de uma vila no sertão da Parahyba, nos termos da Carta Régia de 22 de julho de 1766. Não demorou o sim do governador, datado de 11 de março de 1772. Logo depois, em 04 de maio de 1772, foi instalada a Vila Nova de Pombal. De imediato, fizeram-se eleições para o preenchimento dos cargos Oficias da Câmara e elegeu-se o primeiro Presidente e Juiz Ordinário da Câmara, cabendo a honraria ao Capitão-Mor Francisco de Arruda Câmara. Foi nesta data Pombal foi elevada à categoria de Vila e Emancipada politicamente, sendo também, a primeira vila instalada no sertão da Paraíba.

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Maio 20, 2008 - Escrito por tiagolacerda | Uncategorized | | Não Há Comentários

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